sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mensagem da Paraninfa à turma de Formandos em Artes Visuais 2011/2

Boa noite senhoras e senhores, estimados afilhados e demais formandos,

Wim Wenders, que é um grande cineasta e artista plástico alemão, e um maravilhoso contador de histórias, em um de seus depoimentos no filme Janela da Alma, fala sobre a importância das histórias para o ser humano. Nesta fala ele lembra que o contar e ouvir histórias é uma das mais básicas necessidades do ser humano, não importa a idade. As histórias nos confortam, diz ele. As histórias elaboram significados. Nos aquecem. Para nós, afinal, não basta viver. Precisamos significar nosso viver. Não importa, portanto, se a história é a História oficial ou se é estória. Se está inscrita em livros ou na paisagem ao nosso redor. Se está descrita em palavras ou inscrita em imagens. Em qualquer forma, tempo e lugar, continuam sendo necessárias.
As histórias são o pão de cada dia do espírito.
No universo da criação, criar histórias é achar desenhos para os desejos, é inventar palavras para os sonhos.
Não, meus afilhados, não lhes darei hoje conselhos. Apenas lhes desejarei.
Lhes desejarei que pela vida afora, na sala de aula ou fora dela, saibam sempre valorizar e incentivar as histórias. Que vocês possam, no seu exercício de professores, contribuir para que cada um saiba contar suas próprias histórias. Que possam contribuir para que cada um seja o escritor e ilustrador do livro de sua vida.
Além disso, só e que posso desejar é que as histórias gravadas na memória de cada um possam contar:

[Como] receber a vida de braços abertos
[Confiar que o destino também saberá escolher por nós]
[que devemos] Olhar para os lados de vez em quando
[Como] olhar as estrelas sem perder o equilíbrio
[e] Andar na corda bamba entre desejos e medos
[A arte de] Encher os pulmões de coragem e as asas de persistência
[e a] Não esmorecer nem perder as forças por mais longa que seja a estrada
[Da necessidade de] recolher-se de vez em quando em si mesmo
[e] Inclinar-se e pedir ajuda sempre que necessário
[que mesmo os presentes da vida precisam ser editados]
Voltar-se ao próprio coração
[Ah e] festejar a liberdade
Festejar a liberdade!

Boa noite, meus queridos, feliz jornada!

PS: Esta mensagem foi inspirada em uma série de 11 xilogravuras de W. Cavalcante, mais conhecido como Cava, gravador gaúcho, professor no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Cada um dos formandos ganhou uma destas xilogravuras de presente.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EDITAL Nº 01/2012 - CADASTRO DE CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS


 O SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições legais, torna
público para conhecimento dos interessados que estão abertas, nas Coordenadorias Regionais de Educação, abaixo relacionadas, as inscrições para o Cadastro de Contratações Temporárias para o exercício da função de professor, nos termos da Lei nº 11.126, de 09 de fevereiro de 1998 e do Decreto nº 45.754, de 15 de julho de 2008 – D.O.E. 16 de julho de 2008, no período de 13 a 18 de janeiro de 2012, para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Iniciais/Educação Especial e Educação Indígena; Ensino Fundamental - Anos Finais;, Ensino Médio e Educação Profissional, conforme anexo único.
1 – DOS BANCOS A SEREM PROVIDOS
Os bancos serão providos por CRE e MUNICÍPIO, para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais, Ensino Fundamental – Anos Iniciais/Educação Especial e Educação Indígena; Ensino Fundamental
- Anos Finais; Ensino Médio e Educação Profissional.
2 – DAS INSCRIÇÕES E SUAS CONDIÇÕES
Os candidatos deverão realizar a inscrição via internet, através do site www.educacao.rs.gov.br ou nas Coordenadorias Regionais de Educação, conforme endereços a seguir relacionados, no horário das 9h às 11h 30min e das 14h às 17h:
1ª CRE – PORTO ALEGRE
Av. Borges de Medeiros, 1501 (Rampa)
2ª CRE – SÃO LEOPOLDO
Av. João Corrêa, esquina São Joaquim, s/nº
3ª CRE - ESTRELA
Rua Cel. Mussrich, 773
5ª CRE – PELOTAS
Rua Barão de Butuí, 396
6ª CRE – SANTA CRUZ DO SUL
Rua Ernesto Alves, 887
7ª CRE – PASSO FUNDO
Rua Saldanha Marinho, 478
9ª CRE – CRUZ ALTA
Rua Pinheiro Machado, 701
10ª CRE – URUGUAIANA
Rua Duque de Caxias, 2827
11ª CRE – OSÓRIO
Rua Barão do Rio Branco, 221
12ª CRE – GUAÍBA
Rua Dr. Joaquim Ribeiro, 231
13ª CRE – BAGÉ
Avenida 7 de setembro,1264
14ª CRE – SANTO ÃNGELO
Rua Br. de Santo Ângelo, 832
15ª CRE – ERECHIM
Praça da Bandeira s/nº - Centro
16ª CRE – BENTO GONÇALVES
Av. Presidente Costa e Silva, 115
17ª CRE – SANTA ROSA
Rua Borges de Medeiros, 806
19ª CRE – SANTANA DO LIVRAMENTO
Rua Duque de Caxias, 1490
20ª CRE – PALMEIRA DAS MISSÕES
Av. Independência, 836
21ª CRE – TRÊS PASSOS
Av. Borges de Medeiros, 207
23ª CRE – VACARIA
Av. Júlio de Castilhos, 653
24ª CRE – CACHOEIRA DO SUL
Rua Ramiro Barcelos, 2762
25ª CRE – SOLEDADE
Rua Dr. Flores, 152
27ª CRE – CANOAS
Av. Inconfidência, 420
28ª CRE – GRAVATAÍ
Av. Cel. Fonseca, 627
35ª CRE – SÃO BORJA
Av. Presidente Vargas, 2637
36ª CRE – IJUÍ
Rua XV de Novembro, 498
39ª CRE – CARAZINHO
Av. Flores da Cunha, 1082
2.1 - O candidato poderá inscrever-se para no máximo dois municípios, para tantas disciplinas e/ou níveis de ensino quantas tiver a titulação mínima exigida.
2.2 - O candidato deverá preencher o Formulário Eletrônico de Inscrição.
2.3 - Após o preenchimento do Formulário Eletrônico de Inscrição, o candidato deverá gerar o documento que será anexado, junto com os comprovantes de titulação, conforme item 4, ao envelope e entregar nas Coordenadorias Regionais de Educação ou enviar pela EBCT ,via SEDEX, até o último dia da inscrição. Da documentação, também, fará parte a declaração do candidato aceitando a contratação, devidamente assinada.
2.4 - O candidato entregará tantos envelopes, quantas forem suas inscrições.
2.5 - A inscrição será considerada aceita, quando o candidato proceder a entrega dos documentos que comprovem habilitação para o cargo pretendido, junto com a ficha de inscrição (dentro do prazo de inscrição).
2.6 - A entrega da documentação correta é de inteira responsabilidade do candidato.
2.7 – Documentos enviados a outras Coordenadorias não serão aceitos.
3 - DA ESCOLARIDADE
Poderão se inscrever no Cadastro de Contratações Temporárias os candidatos que comprovarem a escolaridade mínima exigida, apresentando um ou mais itens dos abaixo relacionados:
· Licenciatura Plena na disciplina de inscrição;
· Freqüência comprovada em curso superior de formação de professores, no mínimo 4º
semestre, somente na disciplina de inscrição;
· Licenciatura Plena na área, comprovando um mínimo de 360horas/aula na disciplina de
inscrição;
· Curso Superior na área da disciplina de inscrição (Bacharel) somente para Curso Técnico;
· Formação de Magistério, para atuação nas escolas indígenas;
· Formação de Magistério, para atuação nos anos iniciais do ensino fundamental.
4 – DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
Cópia reprográfica:
· Diploma e/ou Certificado de Conclusão de Curso Superior de Graduação correspondente à Licenciatura Plena, com habilitação específica na disciplina de atuação e Histórico Escolar;
· Diploma e/ou Registro do MEC e Histórico Escolar;
· Atestado comprovando que está frequentando curso que habilite, constando o semestre e as disciplinas cursadas;
· Atestados comprobatórios de regência de classe;
· Licenciatura Plena, em qualquer disciplina, mais Certificado de Proficiência em Libras ou
curso de capacitação de no mínimo 180 horas para o ensino da Língua Brasileira de Sinais;
· Diploma de Curso de Habilitação Técnica de Nível Médio, correspondente ao curso técnico (na disciplina de inscrição) e Histórico Escolar, somente para Cursos Técnicos;
· Diploma e/ou Certificado de Conclusão de Curso Superior de Graduação correspondente à Licenciatura Plena com habilitação específica na disciplina de atuação – Deficiência
Auditiva, Deficiência Mental, Deficiência Visual, Altas Habilidades e Síndrome de
Autismo;
· Diploma de Curso Superior e/ou Certificado de Cursos Adicionais perfazendo 360 horas, de Educação Especial, na disciplina de inscrição;
· Certificado de Cursos Livres, em Língua Estrangeira Moderna na disciplina de inscrição;
· Diploma de Magistério Completo para Educação Indígena e Histórico Escolar;
· Experiência como professor em escola indígena com conhecimento em Língua Kaingang
e/ou Língua Guarani;
· Apresentação de uma declaração do Cacique, especificando que pertence àquela
comunidade indígena;
· Diploma de Magistério.
5 – DA COMISSÃO
5.1 – Para efeito de seleção e classificação dos candidatos, segundo os critérios previstos na Lei, será constituída comissão integrada por:
· Um representante da respectiva Coordenadoria Regional de Educação;
· Um representante do Órgão representativo do Magistério Público Estadual (CPERS);
· Um representante do Círculo de Pais e Mestres;
· Um representante da Escola Técnica, no caso de contratação para essas escolas.
5.2 – A comissão terá o prazo de até 10 (dez) dias, imediatamente após o encerramento das
inscrições, para a seleção e classificação dos candidatos.
6 – CRITÉRIOS PARA SELEÇÃO E CLASSIFICAÇÃO
6.1 - Os candidatos inscritos serão classificados para as disciplinas de inscrição de acordo com o requerimento de inscrição e a titulação apresentada;
· Licenciatura Plena na disciplina de inscrição;
· Freqüência comprovada em curso superior de formação de professores, no mínimo 4º
semestre, na disciplina de inscrição, com preferência para o que estiver matriculado no
semestre mais adiantado;
· Diploma de Curso Superior de Licenciatura na disciplina de inscrição;
· Diploma de Curso Superior na mesma área da disciplina de inscrição (Bacharel);
· Diploma de Curso de Magistério.
7 – CRITÉRIOS DE DESEMPATE
7.1 – Em caso de igualdade na titulação apresentada terá preferência sucessivamente, o candidato que comprovar:
· Maior tempo de regência de classe na rede pública ou privada, na disciplina de inscrição;
· Maior tempo de regência de classe na rede pública ou privada;
· Aprovação em concurso público para cargos do magistério, nos últimos dez anos, com
preferência para o que comprovar maior número de aprovações.
7.2 – Persistindo o empate será realizado sorteio público, a ser divulgado no Diário Oficial do Estado, com antecedência mínima de três dias úteis da sua realização.
8 – DA CLASSIFICAÇÃO
8.1 - A classificação final dos candidatos inscritos e selecionados, segundo os critérios
estabelecidos neste Edital será publicada no Diário Oficial do Estado.
9 – DA ADMISSÃO DOS CANDIDATOS
9.1 - Constatada a necessidade de suprimento de vaga, mediante contratação emergencial, em caráter temporário, a Coordenadoria providenciará o provimento, atendendo aos seguintes procedimentos:
· Providenciar a notificação do melhor classificado no cadastro vigente mediante entrega de correspondência expressa, com comprovante de recebimento, para manifestação quanto à aceitação da vaga, no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas;
· Esgotado o prazo de que trata o item anterior, sem que tenha havido manifestação
favorável, a Coordenadoria realizará divulgação da vaga existente no município, por
intermédio da internet, dos meios de comunicação locais e/ou nas formas usuais de
comunicação da comunidade, indicando a escola, carga horária necessária e turnos de
trabalho, para que os candidatos classificados no cadastro manifestem seu interesse pela
vaga divulgada, junto à Coordenadoria no prazo limite de 72 (setenta e duas) horas;
· Na hipótese do item anterior a Coordenadoria deverá admitir o candidato melhor
classificado dentre os que se manifestaram pela aceitação da vaga;
· Não havendo aceitação da vaga dos candidatos inscritos no cadastro do município e
persistindo a necessidade da contração a Coordenadoria Regional de Educação, procederá,
sucessivamente, ao chamamento de candidatos inscritos em cadastro em outro município da
sua circunscrição, considerando a distância ou a acessibilidade mais favorável em relação
ao local do exercício;
· Adotadas as providências de que trata o item anterior e persistindo a necessidade de
contratação, em caráter excepcional, a Coordenadoria Regional de Educação poderá
solicitar a outras Coordenadorias, considerando a distância ou acessibilidade mais favorável
em relação ao local de exercício que procedam à consulta de candidatos inscritos nos seus
cadastros, sobre o interesse em prover a vaga;
· O candidato pertencente ao cadastro em que houver o chamamento e não se manifestar, nos prazos estabelecidos no item nove, terá a vaga proposta como não aceita, permanecendo no respectivo Cadastro durante o prazo de sua validade;
· Os professores contratados temporariamente serão admitidos para cumprir um mínimo de
cinco e o máximo de quarenta horas de trabalho semanais, que serão cumpridas
exclusivamente em estabelecimento de ensino, atendendo a necessidade de carga horária da
Coordenadoria no momento da admissão.
· Aos professores contratados temporariamente é garantida as horas-atividades proporcionais à sua carga horária.

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2012.
Jose Clovis de Azevedo
Secretário de Estado da Educação.
Registre-se e publique-se,
Diretor(a) do Departamento Administrativo/SE.

Educação do Corpo - Helena Altmann/Unicamp

Fotomontagem de Man Ray
























Em outubro de 2010 a Dra. Helena Altmann, professora da Unicamp, esteve no Curso de Artes Visuais e proferiu palestra sobre as noções de corpo, historica, social e culturalmente adquiridas que permeia a forma como o corpo é entendido, estudado e "ensinado" até os dias de hoje no espaço escolar. Uma interessante reflexão com muitos pontos em comum entre a educação física e as artes visuais. 
A íntegra do trabalho em que a palestra se fundamentou pode ser lida em:

http://cbce.tempsite.ws/congressos/index.php/XVII_CONBRACE/2011/paper/viewFile/3116/1748

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Trabalhos de Curso em Artes Visuais

É com muito orgulho que o Curso de Artes Visuais socializa uma parte significativa dos Trabalhos de Curso produzidos nos últimos 2 anos. Por diferentes motivos, somente uma pequena parcela dos trabalhos dos 300 alunos que se formaram até o momento em Licenciatura em Artes Visuais puderam ser disponibilizados aqui.
Atualmente, no Curso de Artes Visuais, segundo a legislação vigente, o trabalho de conclusão chama-se Trabalho de Curso. Mais do que um trabalho "final", o Trabalho de Curso é uma elaboração que ocorre ao longo de 3 a 4 semestres em concomitância ao desenvolvimento das demais disciplinas do currículo. No da licenciatura, a elaboração do Trabalho de Curso está diretamente relacionada com o desenvolvimento dos Estágios em Artes Visuais.
Os Estágios em Artes Visuais se caracterizam, basicamente, por uma pesquisa sobre um tema das artes visuais, o desenvolvimento e prática de um projeto de ensino sobre este tema e o relato e reflexão sobre a prática. Estes são os elementos principais que vocês irão encontrar na maior parte dos Trabalhos de Curso disponibilizados através deste blog, e que podem ser visualizados na totalidade no site ISSUU: http://issuu.com/artesvisuaisulbra/docs.
Como poderá ser percebido, existem algumas variações no formato e conteúdos dos Trabalhos de Curso, o que se deve, principalmente, a um período bastante extenso de tentativas, erros, acertos e ajustes que foram realizados a fim de chegarmos ao modelo ora adotado.
Esperamos que esta socialização permita que alunos, professores e interessados em arte e ensino possam tomar conhecimento do que foi produzido pelos alunos do Curso e que suas reflexões possam alimentar discussões e pesquisas futuras de todos aqueles que se dedicam à valorização e à qualificação do ensino das artes no Brasil.

O que faz o corpo que inventa? - Dóris Milchareck



Obras de Lygia Clark.





















O que faz o corpo que inventa? Tema que foi retirado do “livro Arte BR”, porque me remeteu a pensar nas mais variadas formas de ver, sentir e criar a Arte em nosso cotidiano. Portanto, devemos aprender a educar o olhar de ver a Arte na educação escolar. Saber que o corpo é a ferramenta mais importante para inventar e construir a Arte. Na pesquisa foi importante trabalhar com a artista Lygia Clark, porque ela busca trabalhar junto com a Arte, as políticas do corpo. Também foi importante trabalhar com o artista Hélio Oiticica, que inclui o corpo do espectador em sua obra, promovendo a interação corpo e obra. Tanto Hélio Oiticica quanto Lygia Clark, faziam parte do movimento neoconcreto em que se preocupavam com a participação do espectador na obra. Lygia com os seus bichos e objetos “relacionais” e Hélio com seus (parangolés) e performances públicas. O estágio foi realizado com a 6ª série/B do ensino fundamental, com a presença da Profª titular Gisele Boff, na E.E. Langendonck, localizada no município de Maquiné. Composta desde a educação infantil até o ensino médio, num total de 855 alunos. O Projeto de Ensino é sobre o corpo, tem como título “O que faz o corpo que inventa? “O corpo como molde na Arte, como vem sendo representado, como se expressa, suas ações nas obras de Arte, suas interferências nas imagens fragmentadas, desconstruindo aquele padrão dito “normal”. O corpo é o meio estruturante das ações coletivas e transformadoras. A justificativa vem com a necessidade de expandir o conhecimento e quebrar o modelo tradicional, resolvi trabalhar o corpo como molde na Arte. Dentre eles, diversos elementos para composição e configuração dos trabalhos, tendo o corpo como molde. Proporcionando ao aluno a possibilidade de explorar seu próprio corpo na Arte e fazer uma reflexão crítica de suas produções plásticas. Objetivo Geral é que os alunos percebam e reconheçam as formas que compõem o corpo humano, identificando e caracterizando com formas e volumes, as composições das produções plásticas, nas mais variadas formas possíveis e com materiais diversificados. Objetivos específicos foram: Compreender o que é Arte e suas linguagens. Identificar formas e volumes do corpo humano, para produzi-las em moldes de tamanho natural. Promover a interação dos alunos, num trabalho coletivo. Redescobrir o olhar sobre a Arte. Desenvolver a criatividade na composição plástica dos trabalhos. Projetar moldes de algumas formas físicas das partes do corpo de cada um, diferenciando-as no tamanho, nas formas e espessuras. Compreender a importância de se trabalhar amassando argila, descarregando energia e explorando a coordenação motora. A Metodologia é baseada no tema do projeto que foi o corpo, no qual os alunos trabalharam tirando moldes do próprio corpo e de suas partes. Dessa forma foi necessário trabalhar com aulas práticas, dialogadas e expositivas, nas quais os alunos visualizaram diversas imagens das obras da artista Tarsila do Amaral, como a obra “Abapuru”, “A negra” e “Os operários”, que são imagens que mostram poucas formas e volumes do corpo. As conclusões a que cheguei foram que a partir da prática com a 6ª série do Ensino Fundamental, percebi que as aulas de Artes devem ser em primeiro lugar algo prazeroso e significativo. Diante da exigência da proposta do projeto que era trabalhar formas e volumes do corpo, as imagens que lhes mostrei em algumas aulas deixaram a desejar, por não mostrarem formas e volumes, fato que só me dei conta agora analisando os processos e resultados. Ao final do estágio, percebi que os alunos mudaram suas opiniões sobre a Arte, já que em uma das aulas eles próprios revelaram que não imaginavam que poderiam criar e expressar-se com tanta liberdade de expressão nas aulas de Artes. Isso confirma que o estágio foi importante e significativo.

Acesse o trabalho na íntegra:

Mais Lygia Clark:

Artemídia: um olhar além da imagem - Thais Azambuja de Souza



































Obras de Diana Domingues.




















O presente trabalho trata da relação entre as imagens da mídia e o ensino da arte. Mídia designa, de forma genérica, todos os meios de comunicação (livros, jornais, programas de rádio e televisão, discos, filmes e assim por diante). E diz respeito, também, a todos os processos de comunicação mediados pelo computador. Porém, o foco deste trabalho não está nos meios de comunicação e sim nas imagens veiculadas por eles e na relação destas com o ensino. É preciso que tais imagens também estejam em sala de aula para que sejam abordadas estética e eticamente, buscando compreendê-las enquanto se reflete sobre elas, o que pode tornar alunos e professores igualmente críticos. Os assuntos mídia, artemídia e imagem foram embasados nos autores: John Thompson, Priscila Arantes, Santaella & Nöth, Alexandre Ramos e Arlindo Machado. Sobre estereótipos, arte-educação e mídia foram utilizados principalmente os seguintes autores: Arslan & Iavelber, Graciela Ormezzano e Marilda Oliveira. O projeto de ensino “Imagens e estereótipos – os padrões criados pela mídia” foi desenvolvido em uma turma de alunos do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Médio José Gomes de Vasconcelos Jardim, situada no município de Canoas/RS. Para este projeto se fez necessário delimitar o tema enfatizando imagens e estereótipos. Ou seja, através do estudo de imagens artísticas e da mídia, buscou-se compreender a importância e o significado da imagem bem como os estereótipos que esta pode apresentar. Para tanto, o principal objetivo foi identificar os códigos visuais e os estereótipos presentes nas imagens, em especial as da mídia, compreendendo-os e refletindo sobre eles. Neste caso, quando se fala em imagens da mídia, refere-se principalmente às imagens veiculadas em programas de televisão, filmes, jornais, revistas e internet. Algumas reflexões importantes resultaram desse trabalho, em especial do projeto de ensino, por exemplo: como lidar com os imprevistos ocorridos e com a apreensão inicial quanto às aulas com a turma, a importância dos encaminhamentos das aulas e os acontecimentos inesperados, porém interessantes.
Palavras-chave: Artemídia. Imagem. Estereótipo. Ensino.


Mais sobre Diana Domingues:

E um artigo sobre sua obra:

Desenhando um outro olhar - Cláudia Vanzo Ongaratto



Desenhos de Saul Steinberg.



















O presente trabalho foi desenvolvido a partir da pesquisa e aplicação do projeto de ensino ¨Desenhando um Outro Olhar¨ nas turmas 105 e 106 do 1° ano do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Sarmento Leite, no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O tema desenvolvido no projeto foi o Desenho, uma linguagem plástica que constitui uma forma de expressão. É o desenho com um outro modo de olhar, um olhar mais atento e aguçado ao universo visual que nos rodeia. No primeiro capítulo os autores que embasaram o tema foram Edith Derdyk, Betty Edwards, Gombrich, Maria Letícia Vianna, Carol Strickland, Ana Angélica Moreira entre outros. A justificativa para este projeto deu-se a partir das observações silenciosas das aulas teóricas e do diagnóstico da turma. Através do desenho, os alunos podem expressar o que pensam; seus pontos de vista ou sua visão do mundo. Os objetivos gerais do projeto foram: propiciar aos aprendizes o desenvolvimento de um processo artístico através da execução da linguagem gráfica do desenho e de atividades visando aprimorar um senso crítico em relação ao fazer artístico; despertar o interesse dos aprendizes pela Arte, obras e artistas; e propiciar o desenvolvimento da expressão através da linguagem do desenho. A metodologia do projeto de ensino deu ênfase a exercícios práticos visando uma outra visão sobre o desenho. Os autores Ana Mae Barbosa, Anamélia Buoro, Arslan, Dworecki, Gombrich, Edwards entre outros deram base ao projeto. As reflexões surgidas desta prática de ensino foram que o aprendiz demonstra interesse quando estimulado e motivado; e que o interesse do professor pelo aluno propiciou mudanças de comportamento e participação dos aprendizes em sala de aula.
Palavras-chave: Desenho. Estereótipo. Motivação. Interesse.

Trabalho na íntegra:

Mais Saul Steinberg:
http://www.saulsteinbergfoundation.org/

Arte para pensar identidade - Arlete Fenner



Obras de Stefhan Doitschinoff, artista incluido no projeto.

Esse trabalho resulta da prática pedagógica realizada no Instituto Rio Branco com alunos do 1º ano do Ensino Médio e tem como tema ARTE PARA PENSAR IDENTIDADE. O tema partiu da reflexão sobre a necessidade de dialogar com os alunos sobre a importância da Arte para a formação da Identidade do aluno. Para tanto foi realizada uma pesquisa sobre o termo Identidade e sua aplicação para as Artes Visuais. Para a pesquisa consultei os PCNs, e autores como Ana Mae Barbosa; Stuart Hall; Paulo Roberto M. Araújo; entre outros. Para preparar o Projeto de Ensino foi feita uma pesquisa sobre os Períodos Gótico e Renascença na qual busco não só apontar artistas e obras, mas situá-los dentro da história geral, e dentro do pensamento artístico e cultural da época para que o aluno pudesse refletir sobre o papel do artista daquele período e de hoje. Para tanto foram feitos estudos de texto e leituras de imagens. Nas leituras de imagens foram abordados artistas como Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Michelangelo Buonarroti, Albrecht Dürer, Stefhan Doitschinoff, Xico Stockinger, entre outros. Nelas foram feitas as descrições, análise, interpretação e julgamento das obras. Os alunos foram participativos durante os diálogos e isso foi fundamental para abordar também questões da arte contemporânea aproximando da realidade do aluno a arte como ela é hoje bem como a sua importância para o desenvolvimento do senso critico do aluno em relação a ela. Assim também refletindo sobre a necessidade do aluno dialogar e questionar sobre a sua Identidade através do ver, perceber, fazer e apreciar Arte. Os objetivos foram atingidos dentro de suas possibilidades, conforme o planejado. No entanto o projeto foi prejudicado levando em conta a seqüência das aulas devido à frequência irregular dos alunos nas aulas. Como os alunos faltavam muito (nas práticas) foi necessário que houvesse sempre uma revisão para dar continuidade aos trabalhos. Todavia o interesse e a força de vontade em aprender dos alunos no decorrer das aulas fizeram com que estas se transformassem em boas vivências de aprendizagem em arte.
Palavras-chave: Conhecimentos - Arte – Identidade


Mais Stefhan Doitschinoff:  http://www.stephandoit.com.br/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A gravura aliada às Histórias em quadrinhos - Taís de Oliveira

Wilhelm Busch




















Este trabalho é o resultado de uma sequência de observações, sondagens, pesquisas e a aplicação do projeto A Gravura Aliada às Histórias em Quadrinhos. Sua aplicação aconteceu na turma 63 da Escola Técnica 31 de Janeiro, do município de Campo Bom-RS. Serão encontradas informações em relação ao projeto A Gravura Aliada às Histórias em Quadrinhos, bem como análises e discussões quanto ao tema proposto, apresentando obras do artista Iberê Camargo e utilizando-se do auxílio dos autores como Fayga Ostrower, Mirian Celeste Ferreira Dias Martins, Benedito Nunes e Alexandre Barbosa. O projeto teve como tema a Gravura e as Histórias em Quadrinhos, o objetivo geral deste era o uso da técnica da Gravura como meio de produção das HQ’s. O desejo era de estimular os alunos a produzirem suas histórias de uma forma diferente, por meio de uma técnica não convencional, mais desafiadora tentando desestereotipar a forma de produzi-las. Foi no decorrer da aplicação das técnicas propostas que os alunos foram estabelecendo uma alta na auto-estima, pois com o aumento da confiança e da familiaridade no manuseio das ferramentas de trabalho da técnica, fez com que eles se preocupassem em fazer o melhor que conseguiam e começar a encontrar beleza no que produziam. Foram realizadas atividades em que os alunos exploravam possíveis materiais que poderiam ser utilizados como matriz de impressão de formas, como papelão, rolhas, objetos com formas diferentes. Bem como, exercícios de 4 monocromias com giz de cera e tinta guache, com o propósito dos alunos irem perdendo o medo e conseguirem estabelecer confiança com a técnica da Gravura. Com o intuito de que quando chegassem à atividade de produzir uma Tirinha com a própria técnica, eles já estivessem confiantes em realizar as impressões sem demonstrar anseio em errarem, deixando de acreditar que estavam insatisfatórias na análise da professora. Nas atividades das HQ’s, onde tiveram de criar suas próprias personagens colocando características psicológicas nos mesmo, foi possível encontrar particularidades dos alunos nos mesmos. O que me surpreendeu, pois nesta atitude já era uma demonstração da identificação dos alunos com o trabalho proposto. Minha expectativa era que as aulas tivessem resultados positivos e pudessem agradar a turma. No entanto, no final do projeto me deparei com resultados positivos e resultados também negativos, mas pude analisar através desta experiência, que elaborar um projeto não é algo que se possa prever todas as conseqüências. Mas o que posso é supor resultados e estar aberta a superar novos desafios decorrentes das superações dos alunos.
Acesse o trabalho na íntegra:

Animação: arte em movimento - Gabriel da Silva Abreu

Eadweard Muybridge
 
George Mèliés

Este trabalho foi desenvolvido nas disciplinas de estágio I, III e VI do Curso de Artes Visuais da Universidade Luterana do Brasil em Canoas, que relata o Projeto “Animação – Arte em movimento”, que tinha como objetivo a utilização da Animação como metodologia do ensino das Artes Visuais. Este projeto foi aplicado junto à turma 102, primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rafaela Remião, situada no município de Porto Alegre. O tema do projeto foi escolhido com base nas observações silenciosas nas quais os alunos demonstravam certo desinteresse pelas atividades propostas assim como pelo conteúdo das aulas, e com base nos questionários respondidos pelos alunos que demonstraram vontade de trabalhar com materiais diferenciados. O projeto buscou ao longo de sua aplicação a ênfase no desenvolvimento da animação em todos os passos necessários para o desenvolvimento desta, iniciando pelo roteiro, criação dos personagens e cenários, modelagem dos personagens até a pós produção das mesmas, e concomitantemente a isso em que aspectos a Arte estava envolvida em cada um dos passos para a criação destas produções. Por exemplo quais as poéticas são utilizadas em cada uma das etapas, por exemplo, o desenho na criação dos personagens e cenário. Nas primeiras aulas foram feitas discussões com os alunos com o tema “O que é Arte para mim” e com a atividade de leitura de imagem, as aulas subseqüentes foram direcionadas para a produção das animações. No decorrer do projeto ocorreram diversas situações que não haviam sido previstas e que acabaram enriquecendo a vivência em sala de aula. Ao final do projeto foram desenvolvidas animações que superaram as expectativas tanto dos alunos quanto dos professores, mostrando que esta experiência foi de grande valia para todos os envolvidos.
Palavras- chave: Animação. Artes Visuais. Vivência
Trabalho na íntegra disponível em:

Adolescências All Star: memórias buscando identidades

Alfredo Andersen

Sebastião Salgado

Iberê Camargo



























































O adolescente se afasta da identidade infantil e vai construindo pouco a pouco uma nova definição de si mesmo. Trata-se, na verdade da passagem do mundo infantil para o mundo adulto. O amor, a amizade, o trabalho, a escola, a família e o projeto de vida constituem-se em grandes questões cujo ponto central é a identidade: Quem sou eu? Como sou eu? Qual o meu valor? Quem me valoriza? O que quero? O que quero ser? Para tanto ele precisa aprender sobre si e sobre o mundo, através da experimentação, do fazer, do vivenciar a Arte. Enfim, a questão da identidade foi o tema desenvolvido em meu estágio. Quanto à justificativa, afirmo que já durante as observações realizadas na 6ª série, tentei traçar um perfil dos adolescentes daquela turma e me fiz a seguinte pergunta: Quem são estes adolescentes? Quais as suas características? São estes adolescentes diferentes dos demais? Fui então, percebendo as semelhanças entre aqueles que se encontram nesse período de transformações e emoções intensas a que denominamos adolescência. Para todos eles, adolescentes, esta é uma passagem caracterizada por uma crise de identidade na qual se debatem entre questionamentos relativos ao corpo, aos valores existentes, às escolhas que devem fazer ao que exigimos deles, ao seu lugar na sociedade. Como objetivo geral do projeto pretende-se que os alunos sejam capazes de reconhecer através das suas marcas pessoais e de grupo, a afirmação da identidade, da subjetividade, extravasando pensamentos, sentimentos e emoções.

Palavras-chave: Adolescentes. Infância. Memórias. Identidade.
Trabalho na íntegra:
Mais Alfredo Andersen:
Mais Iberê Camargo:

Caçadores de mitos visuais - Andressa Souza da Silva



Obras de Walmor Correa incluídas no projeto da Andressa.


















O presente trabalho foi desenvolvido a partir da pesquisa e aplicação do projeto educativo de ensino “Caçadores de Mitos Visuais” envolvendo alunos da 6ª série do ensino fundamental de uma escola da rede pública do Rio Grande do Sul, no município de Cachoeirinha. O tema a ser desenvolvido no projeto foi “mitos visuais na contemporaneidade”, ou seja, uma reflexão baseada em autores como Joseph Campbell, Roland Barthes e Carl G. Jung sobre a realidade mítica contemporânea a partir da cultura visual jovem. Este foi escolhido através de um desdobramento da preocupação com a educação estética dos indivíduos. O fato é que hoje em dia há uma explosão de imagens das mais variadas por todos os lados. Porém, a maioria das essoas permanece anestesiada perante elas, ignorando as significações que estas carregam consigo. As questões principais foram identificar onde, nesta ampla cultura visual, se encontram as mitologias contemporâneas, do que elas se constituem em termos ideológicos, qual a influência exercida sobre os alunos, e o que resulta disto tudo. Além de instigar uma reflexão sobre a importância das artes visuais neste contexto. O objetivo foi promover a transcendência dos alunos sobre o tema, ou seja, contribuir na formação de cidadãos esteticamente conscientes e integrados à cultura. A metodologia de ensino foi propor exercícios de confronto e de interação com algumas mitologias contemporâneas, procurando desenvolver a compreensão estética e a imaginação dos alunos. Além de diversos outros autores, as teorias de Fernando Hernández e Abigail Housen deram base para o planejamento do projeto. Resultaram da prática de ensino diversas situações e respostas inusitadas, muito diferentes das expectativas iniciais. Uma importante questão, que se fez visível no decorrer da prática e na reflexão ao fim desta, foi que tipo de mito estava realmente sendo “caçado” no projeto. Esta percepção levou a uma profunda reflexão sobre o que se deve almejar como educadora e o que é, sem ilusões, sucesso para um projeto de ensino em arte-educação.
Palavras-chave: Mitologia. Cultura visual. Educação estética. Contemporaneidade.
Trabalho na íntegra:
Mais Walmor Correa: